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Krieger, trazer Autuori parecia impossível
Atual técnico do Grêmio já havia recusado convite do Internacional
Na cabeça do vice de futebol do Grêmio André Krieger, a contratação de Paulo Autuori era um sonho “impossível” de virar realidade. Como o técnico havia recusado convite do Inter, para o dirigente gremista ele não pretendia retornar tão cedo ao país.
- Ele já conhecia o Inter e, certamente, seria seduzido pela ideia de treinar o time no ano do Centenário. Mas não quis, e julguei que o Brasil estivesse fora de seus planos - explicou Krieger.
As opções do mercado, porém, não empolgavam. Renato Portaluppi, por exemplo, jamais foi cogitado, apesar de ter o nome lançado pelo ex-presidente Fábio Koff. Também lembrados, Geninho e Nelsinho Baptista não tinham unanimidade.
Na manhã de 8 de abril, três dias após a queda de Celso Roth, o telefonema de um brasileiro residente no Qatar começou a virar o jogo. Após confidenciar a Krieger que Autuori não pretendia renovar seu contrato com o Al-Rayyan, o interlocutor comprometeu-se a ligar de novo passando o número do treinador. Como o informante tardou a ligar outra vez, o próprio Krieger localizou o técnico, no que contou com a ajuda do empresário Jorge Machado.
- Falei a Autuori do projeto do Grêmio, percebi seu entusiasmo, desliguei e disse ao Mauro Galvão (gerente de futebol): “vai atrás”.
Mesmo que o acerto com o novo técnico estivesse costurado, a informação não poderia vazar. Autuori temia que o xeque Abdulah bin Hamad Al Thani, dono do Al-Rayyan, o forçasse a cumprir uma cláusula de renovação automática por mais um ano. Somente no início da semana, por intermédio de fax enviado ao Grêmio, ele comunicou a liberação.
- Os jogadores sempre souberam de que ele seria o técnico. E comprometeram-se em auxiliar Marcelo Rospide. Com os bons resultados, a torcida compreendeu que valeria a pena esperar - disse Krieger, aliviado.

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